quarta-feira, 10 de julho de 2013

Desesperar Jamais - Ivan Lins

Desesperar Jamais

Ivan Lins

Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer

No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais

FONTE: http://letras.mus.br/ivan-lins/258963/


VETO AO PLP 114/12 - Congresso adia votação de vetos polêmicos e abre caminho para aprovação da LDO

Atualizado em 10/07/2013 17h57
Por Reuters

Congresso adia votação de vetos polêmicos e abre caminho para aprovação da LDO

BRASÍLIA, 10 Jul (Reuters) - Os líderes partidários da Câmara e do Senado fecharam acordo nesta quarta-feira para adiar a votação de mais de 1.700 vetos presidenciais feitos até 30 de junho e criaram uma nova regra para análise dos vetos feitos a partir de julho, abrindo assim caminho para desobstrução das votações nas comissões mistas e a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Pelo acordo fechado entre deputados e senadores, será aprovada uma resolução nas duas Casas essa semana determinando que os vetos presidenciais que chegaram ao Congresso a partir de julho terão de ser analisados num prazo de 30 dias. Se isso não ocorrer a pauta de votações fica trancada.

"Com base nisso, mantêm-se as regras anteriores sobre os vetos anteriores a 1º de julho. Não se vota", disse a jornalistas o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), ao sair da reunião.

"Nós teremos, com base nessa resolução, um compromisso de Câmara e do Senado, da oposição e de outros partidos, de retirar a obstrução (nas votações de comissões mistas do Congresso)", acrescentou Dias.

Com isso, a votação da LDO, que estava parada, deve ocorrer até a próxima semana, quando os congressistas entram em recesso.

O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que esses vetos antigos ficarão a cargo do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que terá que fazer acordos com os partidos e colocá-los em votação, mas que não há nenhum cronograma definido para isso.

Questionado sobre o que levou ao acordo, o deputado disse que foi uma posição responsável do Congresso.

"Primeiro, a própria oposição, e quero ressaltar no sentido elogioso, mais a base (aliada), todos percebemos que você tem um conjunto de vetos que se derrubados teriam graves repercussões fiscais e, portanto, na economia", argumentou.

"Portanto, eu acho que de maneira prudente nós evitamos fazer uma disputa em cima desses temas', acrescentou.

O acordo agrada o governo e a presidente Dilma Rousseff que vinha demonstrando grande preocupação com a possibilidade de que vetos que mexiam com o equilíbrio fiscal serem derrubados pelo Congresso.
Entre os vetos que, se derrubados, podem ter impacto nas contas do governo estão o veto ao fim do fator previdenciário, que aumentaria os gastos com a Previdência caso caia, e à emenda 29, cuja queda elevaria os gastos do governo com a saúde.

Desde a semana passada, Dilma tem feito reuniões com os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-AL), e do Senado para evitar que isso acontecesse.

Na terça-feira, além de fazer um apelo da Alves e Renan, a presidente pediu também que o vice-presidente Michel Temer ajudasse num entendimento que ao menos adiasse essas votações polêmicas.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)



VETO AO PLP 114/12 - Líderes decidem manter suspensa votação de vetos presidenciais

Atualizado em 10/07/2013 17h36
Líderes decidem manter suspensa votação de vetos presidenciais

Pauta do Congresso acumula quase 1.700 vetos pendentes de análise.
Segundo parlamentares, eles só serão apreciados quando houver 'acordo'.

Em reunião no gabinete no presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), líderes partidários decidiram nesta quarta-feira (10) deixar suspensa a votação de quase 1.700 vetos presidenciais pendentes de votação no Congresso, entre eles dispositivos barrados pela presidente Dilma Rousseff relativos ao Código Florestal, Lei dos Portos e o veto ao fim do fator previdenciário.

De acordo com o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), esses vetos não têm prazo para serem analisados e só serão colocados em pauta quando houver "entendimento". A votação dos vetos, assim, permanece condicionada à decisão do presidente do Congresso, atualmente o senador Renan Calheiros (PMDB-AP), de convocar sessão conjunta para a análise, abrindo margem de negociação com o Planalto para colocar ou não vetos específicos em votação.

Se restaurados, vários dispositivos vetados podem trazer impactos fiscais aos cofres públicos. Um dos mais delicados, por exemplo, determina o fim do fator previdenciário, mecanismo que busca desestimular aposentadorias precoces. Se o veto for derrubado, aumentariam os gastos da Previdência Social.

Na reunião, os líderes partidários também entraram em acordo para que a pauta do Congresso fosse desobstruída pela oposição, para viabilizar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece os critérios de gastos para o ano que vem e orienta a elaboração do Orçamento de 2014.

A lei precisa ser aprovada até o dia 17 de julho; enquanto não for votada, o Congresso fica impedido de entrar em recesso.

A oposição aceitou desobstruir a pauta do Congresso mediante a aprovação, nesta quinta (11), no Senado, de um projeto de resolução que regulamente a votação dos vetos presidenciais. Conforme o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, o projeto vai especificar que os vetos trancarão a pauta do Congresso se não forem votados até 30 dias após a publicação no "Diário Oficial da União".

Atualmente, a Constituição já determina que os vetos devam ser apreciados dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, o que não é seguido pelo Congresso. Para derrubar um veto, são necessários votos de mais da metade de todos os senadores (41) e deputados (257).


FONTE: http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/07/lideres-decidem-manter-suspensa-votacao-de-vetos-presidenciais.html